No exercício de seu trabalho, os
economistas operam cotidianamente com modelos matemáticos simplificados, os quais, por sua
vez, se assentam sobre hipóteses inevitavelmente reducionistas.
É a mesma lógica que leva os cartógrafos
a não trabalhar com mapas na escala 1:1, cuja inutilidade se tornou o assunto central de um
famoso conto de Jorge Luis Borges, uma parábola sobre o método científico.
Porém, a escolha
criteriosa, ou talvez maliciosa, dessas hipóteses simplificadoras, pode nos levar às mais recônditas
possibilidades.